
A Era dos Golpes com Inteligência Artificial e a Responsabilidade Objetiva das Instituições Financeiras
A evolução tecnológica transformou profundamente a dinâmica do mercado de consumo, trazendo facilidades inquestionáveis para o dia a dia da população, especialmente no setor bancário. No entanto, na mesma velocidade com que as inovações surgem para desburocratizar processos, novas e sofisticadas modalidades de fraudes são desenvolvidas por organizações criminosas. Atualmente, o maior desafio enfrentado por consumidores e juristas não reside mais nos golpes tradicionais de clonagem de cartões ou boletos falsos, mas sim na utilização maliciosa da Inteligência Artificial (IA) generativa, especificamente por meio das técnicas conhecidas como deepfakes. Essa tecnologia permite a clonagem perfeita da voz de familiares, amigos ou até mesmo de gerentes de instituições financeiras, além da manipulação em tempo real de vídeos em chamadas digitais. Diante deste cenário alarmante, surge um debate jurídico de extrema relevância e urgência: de quem é a responsabilidade quando o consumidor é lesado por uma fraude de tamanha sofisticação tecnológica?

